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TRADUTORES ONLINE SÃO CONFIÁVEIS? NÓS TESTAMOS!

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Tradutores online são confiáveis?  Nós testamos!

Você se lembra dos dicionários? Sim, eles eram livros, geralmente pesados e com itens organizados alfabeticamente para ajudar na consulta de significados para termos que nem sempre estavam lá. Pois é, eles estão obsoletos. E se você é jovem demais para ter carregado um deles em sua mochila antes de ir à aula de inglês, permita-me uma observação: o modo como você está usando os seus tradutores online pode ser mais rápida, mas com certeza não é muito diferente do que os seus pais faziam.

Nós decidimos então testar o quanto é possível confiar em alguns dos tradutores mais famosos da internet. Fizemos isso usando três critérios:

  • Palavras isoladas, como substantivos, verbos e adjetivos, com a intenção de buscar seus significados literais (ou seja, não os sentidos figurados de gírias e expressões, por exemplo);
  • Palavras como gírias, frases curtas e expressões em seus sentidos figurados; e
  • Frases um pouco mais longas, tanto com sentidos literais quanto figurados.

Estes foram nossos resultados:

Palavras isoladas, sentidos literais

Como podíamos esperar, o uso do sentido literal das palavras geralmente surte os resultados que queremos.

Dançar apareceu como to dance

To eat como comer.

Mas, estranhamente, to do apareceu em um deles como façam, e não fazer. Hmmm…

Hungry apareceu corretamente como “com fome”, o que foi interessante. Assim como thirsty apareceu como “com sede”.

Também não tivemos problemas com substantivos em geral.

E as traduções reversas dessas palavras também funcionaram.

Ou seja, é bastante confiável usar os tradutores online para este fim. Vejamos os resultados para a segunda parte da pesquisa.

Gírias, frases curtas e expressões com sentidos figurados

“Sentido figurado” significa “interpretativo”. Ou seja, é quando, por exemplo, dizemos que alguém “é cobra em matemática” sem que ninguém imagine que a pessoa se transforme em um réptil diante de uma equação.

Aqui, as coisas ficam mais escorregadias do que, bem, uma cobra no sentido literal.

Nenhum tradutor online conseguiu traduzir corretamente comer bola. Saiu eat the ball, literalmente.. Haha.

Mas nem sempre dá errado. To feel like doing something saiu ter vontade de fazer alguma coisa. Muito bem, tradutor online!

Mas geralmente, não dá certo. Outros tropeços foram:

I got mixed up saiu como eu me misturei, em vez do correto eu me confundi em um deles.

Mas em outro, a tradução de fato foi acertada.

Já entre expressões comuns em inglês:

Em um dos tradutores mais famosos, piece of cake é pedaço de bolo, literalmente. Em outro, apareceu “é canja” (escolha interessante e acertada). No terceiro, “é moleza” foi um dos resultados – o sentido literal sendo o outro.

Spill the beans: no primeiro, que vinha tendo os piores resultados, apareceu desembucha, uma ótima e correta surpresa (veja só!). Já no segundo, veio entornar o feijão (sim, não rolou). E no terceiro, abrir o bico e contar tudo apareceram, aos nossos efusivos aplausos!

Já a expressão jump the shark, que significa algo como “ir além do que devia”, “exagerar”, etc., não recebeu nem uma boa resposta sequer – “pular o tubarão”, literalmente, não tem a menor chance de ser interpretado da maneira correta.

A conclusão até aqui é a de que expressões, em geral, não são uma boa para o tradutor online.

Frases mais longas

No dia 13 de julho, quando este texto foi escrito, uma das manchetes do New York Times (online) era: California Rolls Back Reopening as Virus Cases Surge. A tradução correta seria algo como: Califórnia Reverte Reabertura com Aumento de Casos do Vírus.

No primeiro, saiu “A Califórnia reverte a reabertura à medida que surgem os casos de vírus”. Não é exatamente a mesma coisa. Entre os problemas, surge (em inglês) deveria ter sido interpretado como aumentar, e não surgir.

No segundo, saiu como “Reabertura do Rolls Back Califórnia como Surgem Casos de Vírus”. Fracasso total aqui. O terceiro também entregou uma salada incompreensível como resposta.

No mesmo dia, a manchete principal da Folha de São Paulo (online) era: “Nova gasolina se torna obrigatória em agosto e deve ser mais cara”.

Os três tradutores fizeram um bom trabalho, apresentando a mesma resposta: New gasoline becomes mandatory in August and should be more expensive.

A diferença entre as duas sentenças analisadas aqui é simples: não tem expressões idiomáticas (como roll back). E nada é figurado.

Também na Folha, no mesmo dia, havia a manchete: “Bolsa recua com receio de nova onda de coronavírus”. Bolsa, nesse caso, precisa ser interpretada como Bolsa de Valores, mas não dá para simplesmente informar o software desse fato.

Apareceu Bag backs up for fear of new wave of coronavirus, por exemplo, o que não faz o menor sentido. Bag, aliás, é uma tradução literal, daí a coisa degringola logo na primeira palavra. Nenhum deles acertou.

Conclusão

Não ficamos surpresos – não dá para confiar muito nos tradutores online quando colocamos mais do que uma ou duas palavras em jogo.

E com certeza não devemos achar que tradutores humanos e professores de inglês serão substituíveis pela tecnologia em algum momento do futuro próximo.

A língua é uma habilidade humana e profundamente sujeita às intempéries dos contextos em que se apresenta. Elas mudam tão sutilmente ou bruscamente quanto a própria variação de personalidades e trejeitos dos indivíduos de carne e osso que as usam.

Mas isso não quer dizer que a tecnologia não tem um papel importante no aprendizado de idiomas. Longe disso!

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